O que é Sinusite, suas causas e sintomas

Sinusite é a inflamação das mucosas dos seios da face, região do crânio formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos.

Os seios da face dão ressonância à voz, aquecem o ar inspirado e diminuem o peso do crânio, o que facilita sua sustentação. São revestidos por uma mucosa semelhante à do nariz, rica em glândulas produtoras de muco e coberta por cílios dotados de movimentos vibráteis que conduzem o material estranho retido no muco para a parte posterior do nariz com a finalidade de eliminá-lo.

Com a Sinusite Crônica, os tecidos dentro de seus seios inflamados e bloqueados por um longo período de tempo devido ao inchaço e ao acúmulo de muco.

A Sinusite Aguda só acontece por um curto período de tempo (geralmente por semana), mas a sinusite crônica pode durar meses. A sinusite é considerada crônica após pelo menos 12 semanas de sintomas. A sinusite aguda é geralmente causada por um resfriado, mas a sinusite crônica pode ter muitas outras causas.

Costuma ocorrer dor de cabeça na área do seio da face mais comprometido (seio frontal, maxilar, etmoidal e esfenoidal). A dor pode ser forte, em pontada, pulsátil ou sensação de pressão ou peso na cabeça. Na grande maioria dos casos, surge obstrução nasal com presença de secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta, que dificulta a respiração. Febre, cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda de apetite costumam estar presentes.

A sinusite crônica pode dificultar a respiração devido ao bloqueio e inflamação a longo prazo.

Alguns tratamentos domésticos podem ajudar a aliviar seus sintomas. Mas você pode precisar de medicação e tratamento a longo prazo para evitar que os sintomas voltem.

Você também precisa ter pelo menos dois dos seguintes sintomas para que a sinusite seja diagnosticada como crônica:

  • problemas com cheiros ou provas de comida e bebidas;
  • muco de cor amarela ou verde goteando do nariz;
  • muco seco ou endurecido bloqueando suas passagens nasais;
  • muco escorrendo pela parte traseira da garganta ( gotejamento pós-nasal );
  • ternura ou desconforto em seu rosto, especialmente na área de seus olhos, testa e bochechas.

Outros sintomas comuns de sinusite crônica incluem:

  • dor de cabeça devido à pressão e inchaço no rosto (seios da face);
  • dor nos ouvidos;
  • dor de garganta;
  • mandíbula e dor de dente;
  • náuseas;
  • tosse com piora a noite;
  • mau hálito;
  • exaustão.

Causas comuns de sinusite crônica:

  • Alergias, especialmente febre do feno ou alergias ambientais (como pólen ou produtos químicos). Isso pode fazer com que suas passagens nasais se inflamem;
  • Crescimentos de tecido conhecidos como pólipos no seu nariz. Os pólipos nasais podem dificultar respirar pelo nariz e bloquear os seios;
  • Uma parede irregular de tecido entre suas narinas. Isso é conhecido como um septo desviado e pode limitar o fluxo de ar em uma ou ambas as narinas;
  • Infecções no nariz, traqueira ou pulmão por vírus ou bactérias (incluindo resfriados). Estas são chamadas de infecções do trato respiratório. Eles podem fazer com que seu nariz fique inflamado e torna difícil o muco escorrer do nariz.

Recomendações importantes:

O mais importante é diluir a secreção para que seja eliminada mais facilmente;

  •  Na vigência de gripes, resfriados e processos alérgicos que facilitem o aparecimento da sinusite, beba bastante líquido (pelo menos 2 litros de água por dia) e goteje de duas a três gotas de solução salina nas narinas muitas vezes por dia. A solução salina pode ser preparada em casa.
  • Para cada litro d’água fervida, acrescente uma colher de chá (9 gramas) de açúcar e outra de sal. Espere esfriar antes de pingá-la no nariz;
  • Inalações com solução salina, soro fisiológico ou vapor de água quente ajudam a eliminar as secreções;
  • Evite o ar condicionado. Além de ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de secreção, pode disseminar agentes infecciosos (especialmente fungos) que contaminam os seios da face;
  • Procure um médico se os sintomas persistirem. O tratamento inadequado da sinusite pode fazer com que a doença se torne crônica.

Qual o tratamento da sinusite?

O tratamento é realizado com antibióticos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais ou orais em alguns casos e medidas gerais importantes como a hidratação oral abundante, a vaporização e a limpeza nasal.

A sinusite tratada corretamente evolui para a cura na maioria dos casos, porém existem casos de complicação e cronificação, necessitando de um acompanhamento médico rigoroso e às vezes com uma intervenção cirúrgica.

Somente o médico poderá esclarecer se os sintomas do paciente correspondem ou não a um quadro de sinusite, sugerindo o melhor tratamento para cada caso.

Clínica de Otorrino em taguatinga.

 

FONTE: Com alterações: https://www.healthline.com

Dicas de Contabilidade para Médicos

A operação financeira/contábil de uma clínica ou consultório médico é de grande importância para o sucesso do negócio.

Muitos médicos trabalham em vários empregos e em seus negócios próprios e é extremamente importante ter um contador com conhecimento desse ramo para que possa dar as orientações acertadas e que saiba executar todos os serviços que o médico precisa.

Abaixo algumas dicas de contabilidade para médicos e consultórios

Pessoa física ou pessoa jurídica?

A primeira dúvida que surge ao querer abrir uma empresa médica é sobre qual a melhor opção para a prestação dos serviços: pessoa física ou jurídica? Se você deseja pagar menos tributos, o aconselhável é escolher a pessoa jurídica, sobre qual incide uma carga tributária de, em média, 13%. Para um profissional autônomo, a tributação fica em torno de 27%, mais adicional de 11% para o INSS.

Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido?

Lucro real é o modelo de tributação onde os impostos são cobrados sobre o lucro líquido do período, ou seja, é preciso que a empresa saiba informar exatamente qual foi o seu lucro. Em caso de prejuízo, a empresa fica dispensada de seu pagamento.
Para médicos e consultórios, especialistas afirmam que a opção mais vantajosa é da tributação pelo lucro presumido. A última opção é a do Simples Nacional, que já está aberto para a área médica, mas suas alíquotas não são nada vantajosas.

Quais impostos devo pagar?

O pagamento de impostos em empresas médicas é muito parecido com a de empresas de outras áreas. Vale lembrar que a abertura da empresa só é possível após sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Em âmbito federal, onde está a maior parte da carga tributária de qualquer empresa, os médicos e consultórios precisam estar atentos ao Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), aquele que incide sobre os lucros. Este imposto fica entre 10 e 15% sobre os proventos.

Já para quem irá trabalhar em um consultório com diversos profissionais, como uma clínica estética, por exemplo, há também a Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL), que fica entre 12 a 32% sobre a receita bruta das vendas e serviços oferecidos para quem opta pelo lucro presumido e de 9% para quem opta pelo lucro real e contábil.

Temos ainda a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que fica em 3% do faturamento mensal para empresas com lucro presumido e 7,6% para as que utilizam o lucro real. Sobre o faturamento ainda incidirá o Programa de Integração Social (PIS), com taxas entre 0,65 e 1,65%, dependendo da opção de lucro escolhida pela empresa. Para finalizar, temos a contribuição para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que fica entre 15 e 20% sobre a folha de pagamento.

Em âmbito municipal, é preciso fazer o pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), que varia de acordo com cada município.

É válido ainda lembrar que o médico ou seu consultório deve manter sua contabilidade em dia, cuidando dos livros fiscais, preenchendo mensalmente o Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (SEFIP), a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (DACON), além de declarar anual e corretamente o Imposto de Renda (IR).

Nosso conselho é que os serviços de contabilidade para médicos e consultórios sejam feitos por profissionais habilitados para tal, sendo a melhor opção para seu negócio se manter de acordo com a leis e dando lucro.

Procure um contador de sua confiança, ele ajudará você em tudo que se refere aos impostos e declarações necessárias para a boa gestão do seu negócio.

*Escritório de contabilidade para médicos

Lesão renal aguda induzida por contraste: importância dos critérios diagnósticos para estabelecer a prevalência e o prognóstico na unidade de terapia intensiva

O objetivo é estabelecer se há superioridade entre os critérios para predizer desfecho clínico desfavorável na lesão renal aguda e nefropatia induzidas por contraste.

Os métodos de estudo retrospectivo conduzido em hospital terciário com 157 pacientes submetidos à infusão de contraste radiológico para fins propedêuticos.

Os resultados cumpriram os critérios para inclusão 147 pacientes. Aqueles que cumpriram os critérios de lesão renal aguda induzida por contraste (59) também cumpriram os critérios para nefropatia induzida por contraste (76); 44,3% dos pacientes cumpriram os critérios para o estadiamento pelo sistema KDIGO; 6,4% dos pacientes necessitaram utilizar terapia de substituição renal, e 10,7% dos pacientes morreram.

A conclusão do diagnóstico de nefropatia induzida por contraste foi o critério mais sensível para determinar a necessidade de terapia de substituição renal e óbito, enquanto o KDIGO demonstrou a maior especificidade; na população avaliada, não houve correlação entre o volume de contraste e a progressão para lesão renal induzida por contraste, nefropatia induzida por contraste, diálise de suporte ou óbito.

FONTE: (com alterações): https://www.medcenter.com

Caracterização da conjuntivite alérgica em crianças

Estudos sobre conjuntivite alérgica com um grupo de doenças comuns na infância normalmente acompanhada de outras condições alérgicas, afeta a superfície ocular e está associada a reações de hipersensibilidade de tipo I.

Observaram que existem duas formas agudas:

A conjuntivite alérgica sazonal e a conjuntivite alérgica perene, e três crônicas: a ceratoconjuntivite primaveril, ceratoconjuntivite atópica e a conjuntivite papilar gigante.

Quanto aos sintomas, a inflamação da superfície ocular (concomitante com eosinofilia e neutrofilia) produz prurido, lacrimejamento, edema, vermelhidão da pálpebra e da conjuntiva e fotofobia durante a fase aguda e, ocasionalmente, na fase tardia. Além disso, como no caso de outras doenças alérgicas crônicas, pode haver remodelação tissular da superfície ocular.

Foi realizado um estudo observacional constituído por pacientes com diagnóstico presuntivo de conjuntivite alérgica,  aplicados os critérios de inclusão e exclusão, foi composta por 80 pacientes, foram analisadas as variáveis: idade, gênero, cor da pele, apresentação clínica e fatores de risco associados. Foi utilizada a estatística descritiva (frequências absolutas e porcentagem).

Os resultados mostraram um predomínio de crianças entre 8 e 13 anos (68,8%), seguidos por aqueles entre 3 e 7 (12,5%) e entre 14 e 18 anos (1,9%), homens (72 , 5%) e cor da pele branca (71,2%). O tipo clínico de conjuntivite alérgica mais frequente resultou a sazonal e perene (38,8%), seguido da aguda (31,3%), e o de menor apresentação, a dermatoconjuntivite de contato (5,0%). A exposição ao pó foi referida por 100% dos pacientes.

Concluiu-se que predominaram as crianças entre 8 e 13 anos, homens e cor da pele branca. O tipo clínico de conjuntivite alérgica mais frequente foi a sazonal e perene, e o fator de risco associado a exposição ao pó.

FONTE: (com adaptações): https://www.medcenter.com

O uso de ondas sonoras reduz os níveis de stress e dor aguda pós-cirúrgica

Devido avanços na medicina e as técnicas cirúrgicas, a cirurgia representa, sem dúvida, um evento para todos os envolvidos na mesma, em torno da qual existem preocupações sobre a morte, dependência física, não acordar da anestesia, dor, doença, recuperação, separação da família, situação econômica e laboral e hospitalização entre outros.

Os autores advertem que diante dessas questões se espera que surjam várias respostas de tipo emocional: ansiedade, stress, depressão que quando se manifestam de forma muito intensa, causam consequências mais profundas levando a que a recuperação pós-operatória seja mais lenta e complicada.

Considerando esses dados, resulta relevante explicar outro estudo publicado na Revista Mexicana de Anestesiología, cujo objetivo foi determinar a eficácia da terapia com consequências sonoras personalizadas em pacientes que foram submetidos a cirurgias programadas, em relação com stress, dor pós-operatória e permanência hospitalar. Tal grupo foi comparado com outro grupo de pacientes que foram submetidos a cirurgias programada semelhantes sem o uso de terapia de sequências sonoras.

160 pacientes participaram do estudo, todos maiores de 18 anos, os quais foram submetidos a cirurgias programadas (Cirurgia Geral, Traumatologia, Ginecologia, Urologia, Vascular e Neurológica); 80 pacientes receberam terapia de ondas sonoras e 80 pacientes não receberam.

Foram aplicadas pesquisas de níveis de stress e dor previa a cirurgia; no pós-cirúrgico imediato e 24 horas após a cirurgia.

Os pesquisadores encontraram uma maior incidência embora não significativa, tanto de dor como stress em pacientes que não receberam terapia sonora de 35%, em relação aos pacientes que receberam a terapia sonora.

Neste sentido, concluiu-se que os pacientes que receberam terapia sonora demostraram um nível menor de stress como de dor, bem como uma diminuição da permanência hospitalar.

 

FONTE: (com alterações): https://www.medcenter.com

Intervenções lúdicas aumentam o conhecimento sobre hábitos saudáveis e fatores de risco cardiovasculares em crianças

Fundamento:
A obesidade infantil é um importante problema de saúde no mundo. Nesse contexto, há uma necessidade para o desenvolvimento e a avaliação de intervenções educativas inovadoras que objetivem a prevenção e a formação de hábitos saudáveis.

Objetivo:
Avaliar o impacto de workshops lúdicos sobre o conhecimento, autocuidado, e peso corporal de crianças.

Métodos:
Esse foi um estudo clínico randomizado, com 79 estudantes com idade entre 7 e 11 anos. Medidas antropométricas foram coletadas, e dois questionários (DAFA, Dia Típico de Atividades Físicas e de Alimentação e o CARDIOKIDS, um questionário de conhecimento sobre fatores de risco cardiovasculares).

Resultados:
Setenta e nove estudantes foram randomizados para o grupo intervenção (n = 40) ou para o grupo controle (n = 39). A idade média foi 10 ± 1,1 anos. Após oito semanas, o grupo intervenção mostrou uma melhora significativa no escore de conhecimento (p < 0,01). Houve um aumento nos escores de atividade física em ambos os grupos, mas sem diferença entre os grupos no final da intervenção (p=0,209). Observou-se uma redução no percentil do IMC no grupo intervenção, mas não houve diferença estatística entre os grupos após a intervenção.

Conclusão:
Intervenções lúdicas podem melhorar o conhecimento e níveis de atividade física em crianças e, quando combinadas com outras estratégias, podem ser benéficas na prevenção da obesidade e melhoria do autocuidado.

 

FONTE:(com adaptações): https://www.medcenter.com